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Por que tanta preocupação com saneamento básico?

Por Quê? Economês em bom português

14 de dezembro de 2017

A CONVERSA: O saneamento básico deve ser tratado como prioridade pelo próximo governo? Ou ele é secundário em comparação com saúde, educação e segurança?

NOSSA OPINIÃO: Sim, é uma prioridade, porque mais da metade dos brasileiros não têm acesso ao esgoto tratado – e isso interfere em saúde ou educação.

No começo de 2016, uma epidemia de zika trouxe à tona um tópico que nós, brasileiros, não gostamos de mencionar: o saneamento básico.

Em sua definição mais simples, o saneamento básico é a ligação das residências à rede de esgoto e de água, o tratamento desse esgoto e a coleta e o tratamento do lixo.

Muitos por aqui não têm nada disso. É uma das verdades incômodas que os brasileiros mais afortunados precisam enfrentar. Dados mais recentes (Censo de 2010) apontam: apenas 54% (só pouco mais da metade!) dos domicílios do país têm rede coletora de esgoto ou de água da chuva, e 82% têm acesso à água da rede geral de distribuição.

O fato de a baía da Guanabara ser um esgoto a céu aberto é uma vergonha bem maior do que o 7 a 1 no Mineirão. Mas não é apenas para que iatistas possam praticar seu esporte que precisamos tratar nosso esgoto.

Hoje sabemos: o acesso ao saneamento básico é uma das principais condições para a saúde de uma população e, em particular, para o desenvolvimento das crianças. Inúmeros estudos mostram que a eliminação da desnutrição crônica melhora a saúde e expectativa de vida. Em particular, a saúde na infância afeta a da vida adulta e  a longevidade.

Ou seja, quando o acesso ao saneamento básico é negado a muitos de nós, condenamos o país ao atraso: à falta de saúde, à vida medíocre e ao miolo mole.

Precisamos colocar as prioridades em ordem.

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